A consolidação do Estado Democrático de Direito em Angola exige um sistema eleitoral que assegure a plena transparência, o rigor procedimental e a salvaguarda da vontade soberana dos cidadãos expressa nas urnas. O histórico dos processos eleitorais no país tem evidenciado a imperiosa necessidade de reformas estruturais nos mecanismos de gestão, apuramento, fiscalização e observação eleitoral, de modo a prevenir contenciosos e reforçar a integridade das instituições.
À medida que o país se aproxima do ciclo eleitoral de 2027, torna-se crucial promover um espaço inclusivo de debate técnico, reflexão estratégica e concertação nacional. A CNPE 2026 surge como uma resposta institucional articulada pelas forças da Alternância Democrática, em convergência com a sociedade civil, ordens profissionais, plataformas cívicas e académicos, para diagnosticar as fragilidades do sistema vigente e apresentar soluções metodológicas, jurídicas e tecnológicas viáveis.